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Domingo, Outubro 29, 2006
Enumerei alguns assuntos que li rapidamente no Jornal Estado de Minas e queria comentar. Assuntos: Biografia de Milton Nascimento, apelido Bituca Sistema Penitenciário Hugo Chaves Helio Garcia, ex-governador de Minas LIZA GONÇALVES - 10:17 PM Comente aqui: Quinta-feira, Outubro 26, 2006
Como prometido, embora tardio cumprido, Sandra, não creio que você seja a única que não tenha blog. Ultimamente tenho observado que já há uma espécie de divulgação de blogs para a população "cibernética". Tanto que muitos optam em ter um blog a uma "home page". Não sou a pessoa mais indicada para falar do assunto, mas quando os blogs chegarem a ser de fato do gosto dos usuários da internet, eu suponho que a finalidade dos blogs leia-se "diários virtuais" vai perder em muito a característica, tomara aqueles que mantêm uma certa qualidade, não se percam na onda da popularidade e que o ter ou não ter um blog, não seja uma mera questão de não estar na moda. Sei que milhões não sabem ou saberão o que é um blog, mas a maior parte destas pessoas, não vão ter acesso a computador. Algumas delas talvez saibam o que é um controle remoto de tv, mas certamente jamais vão estar diante de um computador para digitar uma linha que seja. Agradeço sinceramente o comentário. Sendo bem franca, não quero me sentir nada disto. Além de ser e tornar mais fácil o convívio ( até consigo mesmo) traz um alívio enorme não ter que competir, tentar ser sempre melhor que os outros. A "neura" fica só por conta de ter algo que me faça melhorar a cada dia mais, talvez bem aquém de outras pessoas, mas sempre melhor que eu mesma e isto é o suficiente. As vezes descrevo um pouco do que percebo a minha volta, ou do que sinto. Falar, desabafar, ajuda em muito as vezes. Algo que a gente pode até fazer contratando um analista. Sei lá! Li numa crônica recente do Artur da Távola, numa simplicidade de encher os olhos, ele fala sobre o Pelé e a filha. Depois fala da relação entre pais e filhos. Nesta crônica ele descreve muito bem a sensação que alguns escritos e escritores, uma relação que se traduz como tal. Pena o Felipe não ter respondido, e eu ainda estou lendo o livro dele a passo de tartaruga. Já li até a parte onde ele descreve os ipês de BH. Inclusive já tirei uma foto das flores de um Ipê Branco que meu pai plantou. Eu não sabia que era uma espécie rara. Agora posso dizer que no quintal há um ipê branco. Eu acho que já comi carne de tatu, mas avestruz tenho certeza que nunca. Gueixa, eu ando bem atarefada. Preciso voltar a reciclar meus conceitos para ver onde preciso fazer os ajustes no tempo... rsrs Obrigada pelo que me esclareceu o que perguntei, eu já tinha até marcada na pauta dos assuntos que gostaria de falar aqui no blog. Um destes assuntos é justamente esta "coisa" que chamam sistema penal no Brasil. Vou falar somente no que, nós pobres mortais conhecemos que é o sistema carcerário. Gastar o dinheiro público com penitenciárias que nunca serão de segurança máxima, ter um gasto "per capito" mensalmente com a bandidagem que comanda o mundo do crime de dentro dos presídios maior do que remunerar o pobre coitado do aposentado que tem de literalmente minguar o mês inteiro com o SM ( salário minimo). De fazer chorar ! Ver que um é gasto enquanto o outro é remuneração. Fica muito claro nesta situação que "enjaulado" está quem acredita que trabalhar /laborar a vida inteira, ao final de um ciclo encontrará a redenção. Não participo de nenhum movimento para ficar dando pitacos, ainda mais que não é minha área. Na minha mais humilde ignorância, queria saber pra que condenam alguém a 100,120 anos e lá vai cacetada. Ninguém fica preso por mais de trinta anos! Prisão perpétua___ sendo até exagerada, pena de morte na sociedade brasileira, e principalmente nos grandes centros, é uma espécie de pena relegada à população que se arrisca a viver o dia a dia. Nos grandes centros a violência é muito grande, mas nas ramificações do Brasil, as vezes chega a assustar o alto índice de violência. Fazer justiça com as próprias mãos!? Tenho minhas dúvidas que que seja a melhor opção. O fato é que a coisa está tão feia, que mostra a inoperância, ( não ouso dizer incompetência) um sistema judiciário lento, de um sistema administrativo que arrecada para tanto só que não age na mesma proporção, um jogo de empurra que só quem perde é a população. Poderia ficar aqui falando um falatório de várias linhas___ falatórios são vazios de conteúdo e de alma. Mas a atitude desta senhora, numa postura meio que coisa de bang bang, demonstra em muito o que vai se refletir nas urnas. O povo farto que está, desta lambança toda, só quer na verdade justiça, respeito, etc. Se os governantes que ganham e muito para administrar não o fazem, alguma coisa, algum dia vai ter que acontecer para que o Brasil não continue as margens do Ipiranga, no principado reinante e deitado eternamente às margens da história. Vi outro dia alguém cantando uma música irritante da alegria da vitória do Lula. Quem vai reeleger o Lula, não sabe ou admite de fato, que não está torcendo para o "coitado" do operário que perdeu o dedo, que chegou a presidente e agora derrota a esta elite que sempre comanda e comandará este país. Naquele momento eu tive a sensação de que as pessoas que vão reeleger o Lula, na verdade estão querendo dizer que: "Sou representante do povo!" . Pena o povo não ter percebido que entre tantos, estamos diante de um grande farsante, mentiroso sob a toga de uma pessoa simples. Só que este simplório senhor, é capaz de tudo para se manter no poder. Já traiu o próprio partido, só que ficaria muito ruim ter pulado fora antes. LIZA GONÇALVES - 9:40 PM Comente aqui: Terça-feira, Outubro 24, 2006
Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Pé na estrada
Esta semana pretendo responder aos comentários. Vou deixar a possibilidade de torcer por brasileiros na Fórmula 1, pelo menos enquanto a narração estiver ao nível que está! Meus sais! Ouvir a narração esportiva do Galvão, é muito pior do que estar inserida num grupo de torcedores fanáticos. E as bobagens que fala, relatos dos fatos que nem sempre condizem com o ocorrido. Não foram raras as vezes que o vi falando de um determinado carro ou piloto na pista, mas na verdade eram outros os fatos ou pilotos. Eu deixei de acompanhar este evento desde que só dava o alemão ( queixudo). Sempre fui fã de pessoas vencedoras. Falo dos vencedores, vencedores que se traduzem de certa forma, diferentes. Como? Difícil achar uma definição suscinta e exata, além do que, não quero alongar o post. Até que tentei deixar a antipatia que sentia pela arrogância do alemão enquanto piloto, pelo fato que, até a euzébia aqui reconheque ele é bom como piloto de carro de fórmula 1___ mas pára por aí. Meus caríssimos leitores, eu gosto de quem é bom. Meu bem,digo a mim mesma,é essencial além de ser bom, saber jogar limpo. Mesmo que pareça um plágio à propaganda do: " não basta ser pai, tem que participar!" ___ não basta ser bom, tem que ser alguém que goste muito do que faz, ter maturidade suficiente para saber que neste jogo da vida, nem todas as jogadas advém de bons jogadores, que há pessoas que jogam com outras pessoas fazendo-as de meros objetos com fim a alcançar seus objetivos. Ou seja algo bem clássico, resumo numa só palavra, descartável. Mas o Galvão as vezes me deixa a imprenssão de que é um torcerdor na cadeira de um narrador esportivo. Que delírios são aqueles de projetar a imagem do jovem brasileiro? Que o Massa não possa ser um campeão? Claro que pode! Mas convenhamos.
Para quem acompanha a categoria, e neste ano pude voltar a assistir algumas corridas, o espanhol que conquistou minha simpatia, provou que não foi campeão, retifico, tornou-se novamente campeão, ao mero acaso de ter um equipamento mais sofisticado que os demais. As ferraris sempre, nestes ultimos anos, pela influência do alemão foram referenciais de maior tecnologia. Alonso, com competência demonstrada na pista, duelando quando pôde frente a frente com o rival, mesmo quando tendo um equipamento inferior; fazendo o que tinha de ser feito, aproveitando os acertos, errando menos e por aí vai uma lista de acontecimentos e não somente delírios advindos da imaginação de torcedores. Isto posto: sem ter que jogar ninguém para fora da corrida, sem ter que contratar capachos que precisam se anular totalmente para dar lugar ao corredor principal. Quem trabalhou com o próprio alemão, disse que ele é capaz de muito. "? " Só Deus sabe o que seja capaz. Encerrando este quase parecer de uma torcedora anônima da F1. O que não divulgam para as massas torcedoras é que para o ano que vem, os pneus ( que foram decisivos para a competição tornar-se mais atrativa ao público) serão os mesmos para todas as escuderias. Então todo o diferencial será para a qualidade dos detalhes e cifras investidas. Ahh e para não se iludir com a narração "esportiva" o alemão, poderia até ter mais a oferecer para a próxima temporada, mas ele como qualquer candidato a deus/mito tinha que sair de cena, deixar um leque para que sua imagem de glória iluda aos poucos que sabem ver além da normalidade. A obstinação do alemão é muito diferente daquela que o saudoso Airton nos transmitia. A obstinação do alemão me remete a sensação de ser muito doentia. Ele procura provar que está sempre vencendo aos outros por exibicionismo. O Airton ao menos na minha forma de perceber o mundo, me transmitia a sensação de quem vence a si mesmo. Esta é uma enorme diferença entre vencedores. Alias uma avenida como referencial de diferença. Somente grandes campeões, viriam a público ressentir a ausência de outros campeões por causa do que eles significavam enquanto atores em cena. Lembram-se do que o Airton disse pouco após o Proust abandonar as pistas? Eles eram opositores de mesmo nível entre si. Caso a escuderia vermelha do cavalinho, comece um declínio dos meados de 2007/2008 em diante, provavelmente haverá quem diga que é porque não há mais "alemão" que faça chover.
Do meu pedestal, de inutilidade diga-se de passagem, vejo pessoas tão infantis que vão continuar vivendo seus mundos de Alices intocáveis, contando aos quatro ventos o que elas nunca serão ou se houver a mínima possibilidade ( muito remota no quadro atual) vão ter que adquirir uma dose cavalar de humildade e maturidade. Já que o post está enorme, e as imagens são para não esquecer de relatar algumas coisas que ouço, vejo quando estou no trajeto de um lugar para outro, ao ver o Pelé reverenciando o alemão fiquei pensando. Tudo bem que o Pelé que foi obrigado a reconhecer a paternindade da filha por causa do exame de DNA e não ter comparecido ao velório dela, foi algo condizente com a postura que teve enquanto pai biológico: seria hipocrisia para quem não a queria como filha. Mas se ela fosse loura ( ele já se engraçou publicamente com alguma mulher que não fosse loura? pergunto publicamente,) nos moldes da imagem pública que ele projeta, ele teria reconhecido e assumido o orgulho de ser pai da Sandra? Como disse, eu gosto dos vencedores, e não é uma pontada de autocompaixão por torcer pelo lado mais fraco. Certa vez, um grande amigo me fez uma observação que até então eu não tinha percebido. Ele me disse que achava o Pelé muito preconceituoso em relação a própria cor. Então agora, vou tirar meus pneus ( quase do tipo fora de estrada) da estrada e tratar de cuidar da vida... LIZA GONÇALVES - 7:49 PM Comente aqui: Segunda-feira, Outubro 16, 2006
Não sei o que incomoda mais, sons que dão calos aos ouvidos ou toadas que são ao final uma repetição... Assim posso descrever a sensação de tentar___ repito, tentar ouvir quais são as propostas dos candidatos à presidência. Não consigo olhar a cara do Lula e não imaginar que ele está vestido com uma roupa verde, detalhes em vermelho, e com aquelas orelhas, um duende perto dele é ironia. Achas graça? Então ouça-o assassinar o português e vai saber porque alguns sons me dão calos aos ouvidos. O Geraldo?!___ Não tem jeito, não cola o nome com o gosto popular. O Alkmin, as vezes parece automóveis que precisam de um empurrãozinho para literalmente pegar no tranco! Dureza! Fiquei curiosa; será que as pessoas que aparecem nos programas eleitorais são em toda sua essência cabos eleitorais? Haja vassouras, para este festival de vassouradas, leia-se que um dos componentes para se fabricar são os cabos. Fair play, jogo limpo jamais vai existir nestas competições. Ou alguém ainda duvida que não seja uma competição? Lamento que eles não percebam que ganhando a opção A ou opção B, assim como em provas de múltiplas escolhas, certamente a resposta mais evidente ( talvez não demonstre ser a mais correta) seja aquela letra "X" nenhuma das opções acima. Ao final fiquei observando o Alkmin e me perguntando, se somente e só a disputa por poder, leva uma pessoa que provavelmente não vai precisar de mais dinheiro para viver de forma trivialmente básica como a maior parte daqueles cabos eleitorais que aparecem no programa eleitoral. Ando numa fase de rebuscar minha essência espiritual, sem rituais. Ao querer uma simples resposta como a da questão acima, veio-me à mente a palavra sonho. Uma resposta ocorrida como um insight. Se falamos dos outros somente demonstrando o reflexo de nós mesmos, eu me pus a perguntar: Sonho? Será que pessoas ao nível dos presidenciáveis tem aspirações que se traduzam em sonhos? Incrédula ou não, eu vou na opção que negue este credo. Também não sei ___ já que ultimamente não sei de nada! A-há! Sair do próprio umbiguismo e ganhar o mundo. Mexer nas próprias feridas, não pela dor intrinsecamente dilacerante. "Eita nóis". Contudo, porém, todavia, mundo lá fora, anda numa polvorosa. Os americanos tem que escolher no congresso deles, aí sempre vai ser a eterna novela, republicanos ou democratas. O P irado do presidente deles vai ter que negociar com as bancadas de lá. Eu vi rapidamente no noticiário, mas lá como aqui os podres andam cheirando bem mal. A gente sempre sabe que isto não muda, mas quando alguém que não se orgulhe de ser brasileiro ou da terra brasilis, vier falar mal da gente, lembre ao nobre interlocutor destes fatos. Assim como é lastimavelmente deplorável saber do ocorrido com o grupo de chineses que desembarcaram no Rio de Janeiro sendo saqueados. Esta palavra define bem o ocorrido. Se fossem ou não contrabandistas, o ocorrido do roubo não seria menos lamentável, mesmo sendo guerra entre bandidos, mas ouvir dos chineses que eles vinham para começar a estudar a viabilidade de negócios aqui no Brasil, que já estiveram em trocentos países e que isto nunca ocorreu!? Tá bom! Eu fico pasma é com a brasileirada que fica inerte com os crimes que cometem com os brasileiros lá fora e não preciso citar só os do noticiário, nem que foi um erro da Scotlhand Yard ou ainda, que foi uma brincadeira com um brinquedo chamado Legacy comando por algum americano que causou a morte de muitos brasileiros num passado bem recente. Não falei de perdas materiais, falei de perdas humanas. Meu intuito não é acionar o botão patriotismo, que no país do carnaval, pode se transfigurar em patriotada. Mas que o mundo anda brincando com algo mais caloroso que fogo, ahh meus caros, isto anda. Se me permitem, quero sair de exemplos que possam se traduzir em patrióticos. Os norte coreanos por uma simples questão "americana" de se tratar as coisas se transforma numa espécie de centro de atenções. Ora, se mexer em vespeiro no oriente requer mais diplomacia, a melhor estratégia americanizada agora talvez seja apoiar a Rússia de Putin e a China que é um enorme celeiro de consumidores. Só não vai constar nas estatísticas os escravos orientais que fazem da China a potência econômica do momento. Ironia ( em mercados desta natureza não existe ironia!) que os americanos estão dando a maior forcinha para países que outrora eram de algo que conhecíamos como Bloco Comunista. Ontem foi dia dos professores, mestres como queiram. Cada célebre escritor deve ter seu molde, modelito baseado em alguém. Eu gostaria muito de sonhar aqueles ___Sonhos reais. E possíveis diga-se de passagem. Perdoem-me os pleonasmos que são totalmente dispensáveis. Ao assistir a novela da vida real, o que mais nos falta, o que carecemos e muito, são de exemplos. Mestres são em sínteses exemplos que nos iluminam, consomem-se no processo ensino-aprendizagem. Chateio-me ao perceber que ainda sonho a utopia. O meu tempo esgotou e esta semana vai ser mais ou menos assim, fico por aqui:
LIZA GONÇALVES - 12:16 PM Comente aqui: Quinta-feira, Outubro 12, 2006
A Doença sem Cura [...] Disto o budismo já nos adverte: que a nossa intranquilidade se deve ao desejo.Elimine-se o desejo e o sofrimento se reduzirá à dor que se sente no corpo... E desejo é isto: uma abertura para o universo inteiro, braços que abraçam desde as mais distantes estrelas até as mais ínfimas das criaturas. [...} Pensei estas coisas depois de ter tentado aprender com os animais e com as plantas o segredo de sua tranquilidade. E conclui que esta é uma lição que nos está vedado aprender. Nunca poderemos participar da sua felicidade. Para sermos tranquilos como bichos e árvores, seria necessário que não tivéssemos coração. Estamos condenados ao sofrimento porque estamos condenados ao amor." Rubem Alves Recomendo O Retorno e Terno - Crônicas Rubem Alves Estou lendo algumas pérolas deste autor que até bem pouco tempo , para esta que vos fala, era um completo desconhecido. Leio a 25ª edição. Entre citações belas, referências a escritos de Cecília Meireles, Adélia Prado. Quanto a um dito de Adélia : Erótica é a alma. Neste momento preguiça, vou dizer, redundar o que? Mais uma :"canja zinnn..." A Branca de Neve é uma tonta, irritante na sua bobice. A figura que me comove por sua tragédia é a Madastra. Se eu pudesse, mudava o nome da estória de Branca de Neve e os sete anões para a A Madrasta e o espelho. Branca de Neve é uma tonta e boba por não haver se olhado no espelho___ se olhou, não percebeu o fascínio e o terror que moram nele.[...] Por isto gosto da madastra. É nela que vejo a minha verdade refletida. Porque todos estamos à busca de um espelho que nos diga sempre: " Tu és mais belo!" ... A estória da Madastra e do Espelho é uma combinação dos dois: primeiro, a relação do amor paradisíaco, Madastra e espelho... E a Madastra se vê, repentinamente, excluída do espelho. E fica malvada. Toda exclusão faz isto: desperta em nós uma imagem cruel e feia, adormecida, que toma conta do corpo... Entre os poucos livros que tenho ao alcance da mão, na minha estante, está a estória do amor de Tomas e Tereza, que Milan Kundera conta em A Insustentável Leveza do Ser. Tomas tinha tido muitas amantes. De todas as suas aventuras amorosas "sua memória só registrava o estreito e íngreme caminho da conquista sexual.Todo o resto ( com cuidado quase pedante) eliminara da memória"[...] Mas com Tereza tudo tinha sido diferente. Não que Tereza tivesse algum traço especial que a distinguisse das outras. ... A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos, os seus rostos envolvidos pela sombra. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora... Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais. Neruda dizia que ele seria capaz de devorar o universo inteiro. Nas palavras de Adélia Prado,"para o desejo do meu coração o mar é uma gota". E o amor se revela então como a coisa mais triste. Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer. A diferença entre a carta e o telefone é simples. O telefone é impositivo. A conversa tem que acontecer naquele momento. Falta-lhe o ingrediente essencial da palavra que é dita sem esperar resposta. E, uma vez terminado, os dois amantes estão de mãos vazias... A música dos sons ou da palavra ___ é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressucita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo : "Eu te amo, eu te amo"! ... É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: Erótica é a Alma! Caros leitores, quase os chamo de amigos___ somente quando se é amigo ou curioso demais pra chegar ao final desta leitura. Voltando ao mundo da madastra, cruel por sua natureza rejeitada, já imaginaram se a indústria editorial conseguisse o grande feito de provar que os faixa-preta, viagras ( abro parênteses para citar algumas aberrações evidentes) não passam de ilusões? A indústria química estaria literalmente em maus lençois. Agora vou assistir a um filme Pescador de Ilusões . Ao confunfir o nome do filme, encontreiVendedor de Ilusões Pesquisas me fascinam por isto, ao mergulhar em algo interessante, acabamos por descobrir outros mundos. LIZA GONÇALVES - 9:59 AM Comente aqui: Terça-feira, Outubro 10, 2006
EDITORIAL Medidas fragilizantes Jornal Estado de Minas - 10/10/2006 Nos 18 anos da Constituição brasileira, entre 5 de outubro de 1988 e 4 deste mês, foram editadas 141.771 normas, entre emendas constitucionais de revisão, leis, medidas provisórias, reedições dessas medidas, decretos federais e normas complementares (portarias, instruções e pareceres normativos e outros). Integram esse total 940 medidas provisórias (MPs), uma média de 4,35 por mês ou pouco mais de uma por semana. O artigo 62 da Constituição dispõe que, ¿em caso de relevância e urgência, o presidente da República poderá adotar MPs, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional¿. A prática revela que o Executivo faz uso do recurso em grau elevado, quase ignorando as necessidades de relevância e urgência expressas no texto constitucional. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), foram editadas por dia 22 normas federais, 136 normas estaduais e 377 municipais ou 535 normas diárias. Para o constitucionalista Pedro Estevam Serrano, a MP é um "mecanismo de calibragem", que deveria ser usado pelo Executivo em períodos de urgência, em situações excepcionais, e não em situações de rotina, como vem ocorrendo. Não procedendo dessa forma, o Executivo pode incorrer em abuso de poder, tangendo no autoritarismo, pois se comporta como um imperador, que, além de administrar, também cria as leis. Por sua vez, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Luiz Flávio D"Urso, é incisivo ao afirmar: "Estamos em um país em que há uma ânsia de fazer lei, mas nem tudo se resolve com leis. Existem determinadas situações em que a sociedade caminha para soluções, independentemente da necessidade de uma norma. E essa vocação do Brasil de inflacionar a quantidade de leis não é positiva". Como se sabe, a medida provisória foi inspirada no modelo italiano, no qual o primeiro-ministro, num regime parlamentarista, pode excepcionalmente lançar mão dela. Nesses 18 anos da Constituição, a maioria desses expedientes do Executivo aconteceu nos governos Sarney (1985-1990), Collor (1990-1992), Itamar Franco (1992-1994) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), sendo adotados até mesmo para reeditar os sucessivos planos econômicos baixados nesses períodos. No fim do governo FHC, uma modificação legislativa limitou o número de reedições de MPs, fixado em uma única vez. Conclui-se, pois, que a medida provisória causou claro desequilíbrio no âmbito do Legislativo federal. Quando as MPs eram passíveis de reedição, o governo, mês a mês, tinha liberdade para ir moldando aos poucos a lei, reformulando-a a cada nova edição, em um ou outro detalhe, o que igualmente contribuiu para fragilizar o Congresso Nacional, com o Executivo criando uma legislação flexível. Passado o pleito do dia 29, seja qual for o presidente eleito, é preciso que a sociedade cobre dele e dos demais poderes um esforço concentrado e inadiável para solucionar de vez a adoção de MPs, definindo, com absoluta clareza, o que é verdadeiramente excepcional. Em 18 anos da Constituição-Cidadã, governantes, pelo visto, não entenderam o significado desta palavra. Assusta o fato das pessoas estarem preocupadas em quantos "rounds" irá se estender esta luta ( de baixarias diga-se de passagem). Os únicos vencidos/vendidos em cada assalto é o povo brasileiro. Lastimável. Curso novo, e muita coisa em andamento. O professor que também é juiz federal, faz tantas caretas, que fiquei com receio de começar a gesticular com a boca tanto quanto. As gravatas de cada dia, detalhes a parte, as camisas pareciam saídas daqueles comercial do Omo___brancura total. Gostei muito de alguns ditos que anotei. " A lei não pode ser sacralizada!". Dá uma sensação de enorme tristeza quando se percebe que ainda nem chegamos perto de uma análise de fato deste pensamento. Se vivemos no país das maravilhas, onde para tudo se dá o jeitinho. Medidas provisórias é um deles, como acreditar que logo, logo chegaríamos ao ponto de cobrar dos candidatos embasamento às idéias e diretrizes dentro da legislação. Caso ainda não se aperceberam, ninguém vai fazer nada se primeiro não estiver previsto na legislação. Pior disto tudo: a maior parte das pessoas por desconhecerem destes processos não acreditam em papai noel, mas acreditam nas mudanças que os políticos dizem que irão fazer! ___ So cor ro!!!___ Eu quero a minha mãe! ( será que posso dizer isto? acho que sim, é semana das crianças mesmo! rsrsrs) LIZA GONÇALVES - 12:25 PM Comente aqui: Domingo, Outubro 08, 2006
Peço desculpas a (os) leitor(es) frequentes. Tenho estado bastante ocupada com outros afazeres. Minhas visitas e vindas neste espaço cibernético tem sido muito pouco; às vezes não pretendo ficar repetindo uma mesmice descabida e por vezes cansativa. Tenho feito muitas coisas diferentes, andado por lugares diferentes, que nem sempre são o espelho das minhas vontades, mas acabam ao final se tornando prazeirosas ou úteis.Estou tentando dar um tempo pra voltar com a Liza que rimava___ mesmo sendo pleonasmo, rimava rimas fáceis. Uma Liza com paixão pela vida. Eu, a própria___( aposto ou vocativo?) sinto saudades desta mesma Liza que não sei onde esqueci ou perdi. Espero poder chegar onde desejo sem precisar de prozac´s , "gardenaus" e afins. Sandra, depois me conta se recebeu o livro. Quanto a lua, observei neste final de semana o quanto estava linda, mesmo o tempo não estando uma maravilha. Quanto a tatus, não sou tão fã assim porque mesmo gostanto de estar quieta no meu canto as vezes, sempre lembro de uma frase local quando se comparam atitude tatu. Dizem que tatu abre o buraco pra se esconder. Sou o tipo de pessoa que gosta muito de aproveitar meu espaço, mas enterrar pra se esconder não faz meu gênero. Me perguntaram se sou uma mulher que não gosta de sexo. Se entendi bem e se foi esta mesma a pergunta, Sou uma mulher latina, sem dinheiro no banco... ouvindo blues, jazz___ sofisticada talvez. Só queria dizer aos amigos e aos que não entendem muito o que tento dizer, bem como aproveito para dizer aos que distorcem as palavras, que só postei o texto da Fernanda Takai___ para quem não sabe é a vocalista do grupo Pato Fu e colunista nas sextas feiras do Jornal Estado de Minas. Mas como ia dizendo, só postei o texto porque achei-o leve e fez referência a um assunto que acho interessante, privacidade! Privacidade não implica necessariamente o seu inverso explícito. Apenas um rapaz latino-americano (Belchior) Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco Sem parentes importantes e vindo do interior Mas trago na cabeça uma canção do rádio Em que um antigo compositor baiano me dizia Tudo é divino, tudo é maravilhoso Tenho ouvido muitos discos, conversando com pessoas Caminhado o meu caminho, papo o som dentro da noite E não tenho um amigo sequer que ainda acredite nisso não Tudo muda, e com toda a razão Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco Sem parentes importantes e vindo do interior Mas sei que tudo é proibido, aliás, eu queria dizer que tudo é permitido Até beijar você no escuro do cinema quando ninguém nos vê Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve Som, palavras são navalhas e eu não posso cantar como convém Sem querer ferir ninguém Mas não se preocupe, meu amigo com os horrores que eu lhe digo Isso é somente uma canção A vida realmente é diferente quer dizer, ao vivo é muito pior Eu sou apenas um rapaz latino americano, sem dinheiro no banco Por favor não saque a arma no saloon, eu sou apenas um cantor Mas se depois de cantar você ainda quiser me atirar Mate-me logo à tarde, às três que à noite eu tenho compromisso E não posso faltar por causa de você Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco Sem parentes importantes e vindo do interior Mas sei, sei que nada é divino Nada, nada é maravilhoso Nada, nada é secreto Nada, nada é misterioso não LIZA GONÇALVES - 3:33 PM Comente aqui: Quarta-feira, Outubro 04, 2006
AH ESSE CALUNDU... E esses dias nos quais a mente não consegue ordenar e hierarquizar o que se tem para fazer? O trabalho não rende; por vezes nem começa. A papelada sobre a mesa, intocada ou mal tocada. Ou então faz-se, faz-se e nada, avança, parece que pouco se fez. Por fados misteriosos, nesses dias de bochorno, ainda se adicionam acontecimentos. Surgem ¿extras¿ de todos os lados... Após enorme esforço, quase sempre debalde, para conseguir concentrar a atenção, logo soa o telefone ou surge alguém inesperado (em geral intruso), tornando impossível o comando do próprio tempo. Há dias nos quais parecemos (ou pareço) perder a noção do que é mais importante. Os telefonemas para dar são antevistos como inúteis ou enfadonhos e vão ficando para depois até ser adiados....O conjunto de atividades acaba por dispersar a mente. Nada de útil se faz e sobrevem cansaço pelo não feito além de sofrido sentimento de inutilidade, de ineficácia. De repente nos damos conta de haver esquecido providência decisiva, sobrevindo grande irritação quando alguém dela nos alerta, quase sempre quando já não há tempo para corrigir o dano resultante do esquecimento. Uma espécie de tédio cósmico se instala. Duas atitudes podem remediar tais dias aziagos: uma, é entregar os pontos, não ser tão severo consigo mesmo e dar-se o espaço do descanso e da distração que estão a clamar vida por dentro do tédio. Deixar o dia fluir, sem culpa. Dar-se alegrias ou algum prazer especial.
A outra forma de enfrentar esse calundu, é oposta: consiste em concentrar-se com decisão férrea sobre a mais difícil das atividades e nela mergulhar, até vencer o tédio por enfrentá-lo. Ser obrigado a desempenhar tarefas para o sistema quando a alma e o coração precisam de sol, praia, de amor ou poesia, sono ou simples devaneio, só é suportável ou quando as deixamos de lado ou quando tomamos a homeopatia da alma, ou seja, derrotar o tédio por enfrentar o que o causa. Arre! Haver escrito este texto já foi terapêutica para um dia desses, no qual há tanto por fazer. Hoje, porém, estou é com a vontade e a preguiça de Caymmi ao cantar o João Valentão: "Deitar na areia da praia que acaba onde a vista não pode alcançar. Se a noite é de lua, a vontade é contar mentiras, é se espreguiçar... (Artur da Távola) Uma jovem senhora LIZA GONÇALVES - 7:46 PM Comente aqui: Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Intoxicação! O "povo" escolheu ( bem a la Justo Veríssimo)! M a l u f, o deputado mais bem votado no Estado de "Sumpaulo?" ou seria do Brasil? Collor teve longos anos para sentir na pele: bater de frente deve ser algo do tipo bem esportivo e de preferência em campeonatos motorizados. Nos meandros da política, não deve ser algo politicamente correto. Lembro-me bem das caras de bestas quadradas no início dos anos 90. E o carro chefe era representado justamente por quem comparava perfeitamente as carroças. Até hoje não vi ninguém investindo em carroças se não fosse para colocar burros a puxá-las. Hilário. Não falo do candidato que vi. Hilário vai ser assistir um ex caçador de marajás apoiando um ex-oponente sem um dedo que trazia a bandeira dos sem terra. Depois ainda me perguntam de onde tiro a Alice no país das maravilhas! Por estes lados da Gerais, este negócio de "rouba mas faiz" não deu ibope! Além de intoxicação com porcarias, estou começando a achar que para este surto de memória estamos precisando de remédios do tipo rivotril e todos faixa preta juntos. Corrijo assintosamente, rouba descaradamente. Se for por recomendação médica como manda as prescrições... Bom___ isto já iria me eleger a cabo eleitoral. Melhor deixar pra lá. Já tive momentos de votar nulo conscientemente. No momento, pela minha humilde concepção não acredito ser a saída, mesmo porque não será unanimidade. De qualquer forma, sair de uma eleição anterior com índices que indicavam 7% de abstenção para aproximadamente 17% ( representou mais de 21 milhões de votos) já está indicando o nível de satisfação do eleitorado brasileiro. Dizem por aí, numa espécie de coro velado que o voto é uma arma. O que dá nos nervos, é ver que a população em massa, ainda não percebeu a real força do voto. Não é uma arma, nem um fim em si mesmo. Pelo jeito, "a massa, o povo, ou sei lá o que coletivo", ainda não acordou para o fato. Talvez os políticos precisem de um choque coletivo e a única forma e único meio de chegar perto deles é só através do voto. Ninguém quer saber, mas registro aqui, que sou totalmente contra quem utiliza a pobreza com políticas com fundos de ajudas sociais. Se o governo tem que receber para doar, caso contrário é uma espécie de confisco ( algo totalmente utilizável se colocarmos o preto no branco) de onde saem as verbas para fome zero, bolsa isto, bolsa aquilo? Acorda Brasil !!! Política de pessoas com intenções preguiçosas, oportunistas e adjetivos ladeira abaixo. Pobreza não deve ser usada, deve ser combatida e erradicada isto sim! Brasil vou falar mansamente, é você mesmo Brasil, que paga a sua própria conta de bolsas sei lá das quantas. ou será que ainda existem Alices no país das maravilhas e tem certeza de que o manah caiu do céu??? Ah, sou elitista não, como ouvi quase parentes falando. O que me dá mais ainda nos nervos é ver quem se mata no dia a dia se vangloriar de uma causa utópica que só existe ainda___ grifo meu, somente e só, existe na mente de pessoas que não querem aceitar o fato que oposição não é sinônimo de esquerda. Mas isto fica complicado de entender se não voltarmos aos livros de história. Ri um bocado quando fui ver a lista dos elegidos e dos não elegidos aqui nas Gerais. Cada nome de fazer inveja a alguns nicks que trafegam na net. Um me chamou a atenção! Sabem de quem estou falando? Acreditem, do Ninguém. Ahh se o Brasil soubesse que o Ninguém foi candidato, mesmo que só para o Estado de Minas. Ninguém teria ganho, Ninguém teria levado um percentual quintuplicado da preferência. LIZA GONÇALVES - 12:36 PM Comente aqui: |