Brincando de Viver

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Domingo, Março 25, 2007
 

Não encontrei a imagem do saco plástico voando, voando, voando, em sintonia a um pequeno redemoinho, assim como em Beleza Americana.

Sorrisos então para ilustrar a sensação de alívio da beleza que almejamos e escravizamos.

Quem me conhece bem, "excetuparibus" alienações, alucinações e congêneres ( palavra que não sei se correta, mas isto não importa ) sabe que não sou um poço de amarguras. Mudei o tratamento e aqueles que me tratam buscaram em mim, em minhas falas o que só faltava ouvir. Encare suas frustrações. Eu re ka! Simples, natural e só.


Alguém escreveu e disse certa vez, que fotografias são como eternizar um momento que no hoje é algo já morto. Ao menos foi isto que entendi. Tenho andado bastante, e tenho olhado pela janela da espera. O que é a janela da espera? A mim me parece qualquer janela onde se queira ardentemente enxergar com o olhar mais atento; conhecendo a dose certa entre conhecimento e informação. Jorge Ben cantava : " Os alquimistas estão chegando, estão chegando os alquimistas...


Ainda não re ou encontei o big bang desta sensação. Olhar pela janela aberta, transparente tem revelado imagens fascinantes.
Tive um sonho hoje e ao acordar um pouco a sensação de caos, mas também a alegria por ver que a casa estava toda reestruturada ao ponto de me dar um enorme prazer em lá estar. Sonhos, melhor dizendo as imagens que eles me trazem me dão uma enorme vontade de escrever, escrever, escrever...




O animal que logo sou
Luis Fernando Mederios de Carvalho

Os bichos de Miguel transmutam-se em hospitalidade pelo homem, há neles uma permuta com a experiência humana. Eles estão performatizando uma idéia do humano. Estão conversando com os homens na perspectiva de bichos que se entendem.
Assim é a preguiça que faz alongamento obrigando a uma ginástica do olhar para apanhar, entrar-se em contato com a sua cara, que é de gente calma, que se compraz no estar consigo mesmo, na dela. O olho vê vestígios do paraíso. Momentos em que o mundo vai devagar, sem pressa, saboreando o instante de se ficar feliz, de se estar no feliz, o lugar finalmente encontrado no rosto do animal que é promessa do rosto da humanidade.
O bicho preguiça de Miguel faz alongamento para a não-velocidade.
Da mesma forma a tartaruga conversa com a preguiça exibindo a sua orgulhosa face contente ao cabo de seu pescoço com auto-estima. O desenho de Miguel se deixa ver pelo animal, cruzando o olho com o dele. O desenho aponta para esse limite de impasse na história da filosofia constituída como relato dessa diferença radical entre um singular genérico, o animal, e esse ponto de vista distanciado, o homem. No ponto extremo de uma resistência a uma divisibilidade que resultaria no encontro estaria o homem com sua delimitação de território, sua propriedade ou constituição do que lhe é próprio. Não há animal no singular genérico, separado do homem por um limite indivisível. Há uma multiplicidade de seres viventes que não se deixam homogeneizar. Portanto, só existem animais. Qualquer um que se diga "eu" ou se apresente como "eu" já é um vivente animal.
O desenho intensifica a contemplação do instante em que os existentes viventes revelam a face luminosa. Assim o olhar acolhe a formiga com sua gargalhada, passante ávida de desertos, anadrilha triunfante, uma vencedora sem desânimos.


LIZA GONÇALVES - 12:20 PM Comente aqui:

Quinta-feira, Março 22, 2007
 


Sean Pen, até então não havia reparado como se parece com ex-professor.
Tim Robins, adorável e um final nada convencional para mocinhos...

Aviso aos amigos visitantes e leitores! ( vale também para os espectros... afinal eles devem vir muito aqui!)
Quando passar a fase To Provisoriamente na Merda, vou tentar voltar com melhor humor.

Afinal meus amigos e leitores merecem ser sempre bem recebidos, Sempre!

Não vale vigiar, espionar, espiar. VISITAR sim!



LIZA GONÇALVES - 7:44 PM Comente aqui:

Quarta-feira, Março 14, 2007
 

Hoje é o dia da poesia e do vendedor de livros

Esperança

Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
" ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
" Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
" O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...



LIZA GONÇALVES - 9:58 PM Comente aqui:

Segunda-feira, Março 12, 2007
 

Lembro como se tivesse sido há uma semana atrás, os tempos em que minha mãe implicava com a Fafá de Belém. Eu sempre tinha uma sensação de alegria incontida ao me deixar levar por aquela risada que parece dizer que não tem medo de ser feliz. Não acompanhei muito as músicas, mas a risada dela é simplesmente plural. Isto sem contar as sátiras em torno daquele corpanzil de uma mulher "escandalosa" para a época. Meus sais! como os tempos mudam, ainda bem! Mas como mudam...

Como bem diz as escrituras, a verdade liberta, uma coisa difícil conceituar, são que as coisas verdadeiras não passam jamais. O mundo se transforma, as pessoas trafegam conforme sinaliza suas aspirações, aptidões, etc e tal. Não sei se algum dia escreverei sobre as mudanças e transformações pelas quais ( presente, futuro e passado) viverei. Coisas desta vida cigana. Como preceitua meu par na feira: " Agora você foi profunda!" E o que menos tenho sido é profunda, pois se afundar mais nem petróleo vou encontrar...


Na feira. Eu que detesto tumulto, gente que anda, que pára, que atrapalha os outros transeuntes, inclusive eu, fico encantada com a criatividade de pessoas, que só podem ser iluminadas pelo Deus que não se enclausurou nos rituais. São verdadeiras obras de arte realizadas com porcas, parafusos, material que a maioria não dá a mínina a não ser jogar fora.

As esculturas e os quadros são os meus prediletos. Uma porém me chamou a atenção pela beleza e quando a vendedora me explicou que era a sabedoria. Aquela que não ouve, não fala, não vê!. A primeira coisa que fiz foi esvaziar toda a minha mente para receber aquela informação. A sabedoria eu retrucaria que jamais estaria vestida nestas roupagens. Bingo! Fiquei quieta e continuei fascinada pela beleza da imagem que não comprei por detalhes. Imaginei um belo lugar na casa para que ela se tornasse todos os dias um referencial. Afinal não preciso detestar coisas e pessoas e esquecer que não é este o meu rumo. A mediocridade pertence àqueles que escalam seus paupérrimos degraus construídos sob a base dos pseudos erros alheios. Se continuar assim, vai acabar baixando algum santo ou encontrar o petróleo que o Bush tanto monopoliza...

Procurei na internet a imagem que vi, mas ainda não encontrei. Encontrei coisas bem interessantes, inclusive a simbologia das árvores. Eu sempre associei que as árvores são criaturas míticas e sagradas. As vezes eu ficava a observar as folhas e a brisa mansa e parecia que as árvores conversavam entre si. Uma linguagem de respeito, de sabedoria!

Nem tudo são flores, também há imagens que ficam para outra hora. Vou indo nesta apreciando uma das minhas mais novas aquisições. Estou ouvindo ( ao pé do ouvido) Elton John, uma coletânea de deixar com gosto de quero mais.

Assisti ao final do programa e infelizmente só assisti ao final que valeu a pena. É um papo muito cabeça, mas meus vazios andam precisando livrar a mente de tanto lixo e pequenês humanas. Mitos são mitos, quanta sabedoria retratada na realidade, embora ainda mitos.

LIZA GONÇALVES - 7:53 PM Comente aqui:

 
Estado de Minas em 12/03/2007


Voz plural

Fafá de Belém comemora três décadas de carreira, orgulhando-se de cantar no mesmo tom de 30 anos atrás. Dedica o trabalho à fé do povo brasileiro e celebra a parceria com os mineiros

Minas Gerais está mais presente no meu disco que o Pará. Tem mais música de Milton Nascimento do que de Paulo André, avisa Fafá de Belém. Radiante, ela comemora 32 anos de carreira com CD e DVD gravados ao vivo no Teatro da Paz, em Belém do Pará. Pode-se encontrar neles uma espécie de síntese de sua melhor fase os discos Água, de 1977 (Foi assim, Sedução e Raça), Banho de cheiro, de 1978 (Dentro de mim mora um anjo e Maria solidária), e Estrela radiante, de 1979 (Sob medida e Que me venha este homem). A filha Mariana Belém e o paraense Walter Bandeira são os convidados do show.

A voz ficou mais encorpada, mas o bacana é que não mudei os tons. Gravei nos mesmos tons de 30 anos atrás, o que mostra a saúde vocal da qual me orgulho muito. Afinal, hoje neguinho baixa o tom com seis meses de carreira", diz Fafá, antes da primeira das muitas gargalhadas que marcaram a entrevista. Por anos, ela resistiu ao convite para gravar um disco de sucessos. "Nunca gostei de tendências de mercado", explica. "Não quero saber do que vai dar certo previamente. Essa não é a meta, claro que a gente deseja que cada trabalho chegue ao maior número de pessoas, mas se isso for uma regra, a chance de dar errado é muito maior", aposta.

...


Isto é Fafá

Cabocla

"Quando cheguei, trazia uma coisa fortíssima de Amazônia. Tinha uma leitura estética completamente diferente dos padrões, e continuo tendo. Lembro que um produtor da gravadora me mandou emagrecer 10 quilos para virar estrela. Disse: Olha, eu não sou vedete. Sou cantora, e é por aí que eu vou. Se quiser, pega. Se não quiser, até logo. Na época, tinha comportamento um pouco mais forte."

Romântica

"Não sei se seria um Wando de saias por meu lado romântico. Ele exacerbou um pouco na coisa " sem qualquer crítica " da sensualidade. Ele não tem a participação política, nem a questão da religiosidade, muito fortes em minha carreira. Se tiver de ser comparada a alguém, que seja comparada a mim mesma. Nunca distribuí pote de mel para o público."


Mãe-coruja


"A Mariana herdou o DNA artístico. Não só o meu, mas da avó, que foi uma grande cantora da Rádio Nacional. Ela traz o DNA da avó, Carminha Mascarenhas, do avô, Raulzão Mascarenhas, tudo mineiro de Muzambinho e Poços de Caldas. Além do pai, Raul Mascarenhas, o grande instrumentista que atualmente trabalha comigo na Europa. Além disso, Mariana herdou uma discoteca enorme e a postura. Ela chega arrebentando: entra mulherão, mas com sorriso de menina. E isso mexe com a fantasia."


Brega?


"As pessoas, muitas vezes, se preocupam em negar a sua história e a sua formação musical de rádio AM, do subúrbio, para querer entrar numa casta à qual não pertencem. O verdadeiro intelectual se forma a partir do olhar sobre o mundo, não na exclusão disso ou daquilo. O sentimento popular é expressado de maneira mais simples no que se classifica de brega. Sofri muito quando disseram que eu era uma cantora brega. Depois, pensei: não vou sofrer por causa de gente que se esconde no sobrenome, negando que a mãe ouvia Ângela Maria, com quem esse pessoal se emocionava na infância."

Paraense


"A banda Calypso representa, sim, um segmento fortíssimo da cultura popular do meu estado. Eles têm todo o mérito de trabalharem sozinhos, ralarem sozinhos, montarem um esquema sozinhos, além de terem saído de uma gravadora e traçar estratégia em que eles próprios se divulgam e se vendem. A Calypso virou uma potência. Eles entraram trazendo frescor e alegria brejeira quando a mulher estava balançando o tchan, na boquinha da garrafa. É muito mais saudável para a garotada a imagem da Joelma, com suas sainhas, jamais em atitude pornográfica ou achincalhando a gente. São maravilhosos e trazem o que seria o tchan e axé de Belém."

Religiosa

"Sou a única cantora do mundo " e disso me orgulho " que cantou para dois papas. Cantei para João Paulo II, em 1997, e cantei para Bento XVI, a convite do Vaticano, em julho do ano passado, em Valência, na Espanha. Até agora não fui convocada para a visita que o papa fará ao Brasil. Sou católica e lá estarei como serva, se for convocada."




LIZA GONÇALVES - 7:32 PM Comente aqui:

Quarta-feira, Março 07, 2007
 



" O riso é uma ejaculação repentina de alegria"


" E a loucura da poesia está precisamente nisto: na compreensão de que basta que a beleza more dentro dos olhos para que o mundo inteiro seja transfigurado por eles... A felicidade nasce de dentro do olhar que foi tocado pela poesia..."


R.Alves

LIZA GONÇALVES - 12:18 PM Comente aqui:

Segunda-feira, Março 05, 2007
 

Grupo vê "fratura exposta" no Atlântico
da Folha de S.Paulo

Banho de banheira pode reduzir fertilidade masculina, diz estudo

Eu ein!!! Só fiquei imaginando qual metodologia pra aferição da quantidade de espermatozóides...

Zico completou 54 anos no ultimo dia 03. Ele também foi um dos maiores esportistas que vi em atuação. Em meus pobres conceitos, ele não era simplesmente um jogador. Taí um bom tema para divagar: a diferença entre jogadores e esportistas, pois para esta incorrigível sonhadora, há diferenças gritantes neste conceitos.

Foi e acredito que ainda seja um ótimo esportista. Tanto que não atua neste país do jeitinho, da impunidade, blargh!!! e tantos outros adjetivos. Sempre demonstrou ser uma pessoa coerente com a imagem que vende. Espero que de fato,seja sim. Ele foi um marco e símbolo . Quem dera a meninada fosse um pouco mais romântica e tivesse seus espelhos em ídolos bem diferentes de Ronaldos, Romários, Edmundos, Renatos, etc, etc, etc e parecidos ao Zico e outros poucos.


Há alguns dias, vi uma reportagem no SBT no mercado na cidade de Belém, estado do Pará. A imagem dos pescados, não está muito longe das que já assisti em alguns países orientais. Até onde pude entender a reportagem não tive a sensação de que fosse um pescado realizado com um mínimo de preservação à riqueza da região.



Mostraram uma espécie de peixe salgado que pode ser comparado à bacalhau. Fiquei pensando, se as indústrias nórdicas ou até mesmo as maiores indústricas do gênero já aportaram no Brasil via bacia amazônica. Provavelmente vão ser como um rolo comprensor e que não tem interesse algum na preservação ambiental como um todo, além de extrair as riquezas que no mínimo deveriam ser ofertadas a preço compatível primeiramente ao mercado nacional.


Lembrei-me de um documentário que vi no Japão sobre como estavam tentando fazer um criatório em pleno oceano. Não lembro o nome do peixe em questão, mas sei que não é de pequeno porte. Lembro-me do grande empenho do pesquisar para aprimorar e preservar a espécie da extinção.

Já que falei tanto em peixe, outro dia vi no folhetim do hipermercado o preço do bacalhau. R$ 70! Puxa em plena quaresma, deixar de comer bacalhau é que um baita sacrifício. Cruzes, depois definem globalização de outras formas!!! Com um Kg deste bacalhau dá para fartar a mesa com um belo churrasco seja de filé e picanha!

LIZA GONÇALVES - 7:11 PM Comente aqui:

 


O assunto do momento sobre aquecimento global, tem sido a menina dos olhos de muitas pessoas, bem intencionadas, como também de gente vazia e exploradora.

Ontem quando li o noticiário, pude ver que um frigorífico aqui em BH foi autuado e que ( se não engano, pois os números me fogem à memória ) aproximadamente 250 toneladas de peixe, surubim pra ser mais exata iriam ser doados à instituições. A origem do saboroso peixe é do estado do Pará e que estavam fora da especificação mínima de 70 cm.

Isto sem levarmos em conta que estão desbancando uma "turma" de funcionários do IBAMA que estavam licenciando madeira ilegal na região da floresta Amazônica.

Olha é difícil acreditar que há remédio ( que não sejam drogas por favor!) pra esta lambança toda. Conserto? eu não quero usar o termo, porque segundo o ditado popular o que não tem remédio, remediado está. Só que entre divagações bestiais despropositadas, desta que gosta de brincar de viver, é algo que fica dificil entender, mesmo sem buscar a razão pra explicar. E estou chegando à conclusão que não há lugar para a razão neste mundo afetado por povos tão emocionalmente desestruturados.


Quanto aos peixes fora de especificação, em algumas regiões do Estado de Minas sei que há criatórios com fins comerciais, até de surubins. Entre conversas de pescadores já ouvi falar que é difícil cria-los fora dos rios por causa de oxigenação, profundidade, etc e tal, mas não sei se é fato isto. E por aqui o Rio São Franciso ( ainda não transposto) corre em boa parte do Estado.
Enfim, será que num futuro não muito longínquo, os brasileiros vão sentir saudades de uma floresta que encarna a cada dia, os interesses econômicos cada vez mais ardis e destrutivos? A razão certamente responderá que sim. Mas o que ficará após passar toda a devastação?

Eu fico receosa e não gostaria de sentir pesar pelas gerações futuras, pois quem destrói hoje, provavelmente não irá sentir todos os reflexos destas atitudes.


LIZA GONÇALVES - 6:34 PM Comente aqui:

Sábado, Março 03, 2007