Brincando de Viver

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Sexta-feira, Agosto 31, 2007
 


Assim parece terminar mais um mês de agosto. Uma imagem muito triste e feia. Imagem que retrata não somente um pouco do tempo no espaço___ história.

Retrata muito do real e do literal em cada um de nós.

Aos leitores assíduos, ando totalmente sem inspiração. Por um lado, a falta de inspiração, por outro, a necessidade de respeito a si mesmo, por outro ainda, o tempo de espera para encontrar fé, esperança e coragem. Lateja a convicção que não precisa andar muito para encontrar este trido da fortaleza. É como uma fonte natural, que jorra em si mesmo.


LIZA GONÇALVES - 9:09 PM Comente aqui:

Quarta-feira, Agosto 22, 2007
 

Na vida há tantas coisas e momentos. Há a outra margem , há o rio a transpor.

Ouvi um dos meus cantores favoritos dizer que está numa fase da vida, onde a dor tem que ter uma certa dose de esperança. Achei lindo o pensamento. É um destes artistas onde não ficam só as frases de efeitos.

Quando olhei a imagem, não foquei a solidão do barco que transpõe lugares, transporta vidas, associei uma grande imagem à busca do que é belo.

Admirada fiquei com a imensidão de vida às margens. Tudo tão imenso em vida que a centralidade do ser fica à mercê da banalidade.



LIZA GONÇALVES - 6:36 PM Comente aqui:

Sexta-feira, Agosto 17, 2007
 

20 anos - "100" Drumond



As Sem-Razões do Amor

Carlos Drummond de Andrade


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.


Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.




LIZA GONÇALVES - 7:04 PM Comente aqui:

Quarta-feira, Agosto 15, 2007
 

Como leiga em música e fã de um trabalho bem realizado, a sonoridade, letras deste disco: Valsa Brasileira, elenca num dos meus preferidos.


Alguns compositores e cantores parecem que "fazem" música e devem mentalizar quem serão suas intérpretes. Chico Buarque, indiscutível quantas vozes deram maior prestígio aos seus excelentes trabalhos. Gonzaguinha, algumas poucas o traduzem tão bem.



LIZA GONÇALVES - 11:11 AM Comente aqui:

Segunda-feira, Agosto 13, 2007
 

Quando a gente ama


Oswaldo Montenegro -
(Marcelo Barbosa, Bozo Barretti)


Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
E é impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!


LIZA GONÇALVES - 10:45 PM Comente aqui:

Terça-feira, Agosto 07, 2007
 

LISARB

Por: José Bento Teixeira de Salles
Coluna História do Dia - Jornal Estado de Minas em 07/08/2007

Já foi por diversas vezes observado que o Brasil é o país das contradições: tudo começou, segundo dizem os entendidos, com Pedro Álvares Cabral, que pretendendo ir para as Índias, resolveu parar no Brasil para ver as índias.

Nossa independência diante de Portugal foi conquistada por um príncipe lusitano, ora pois, pois.

Jovem impetuoso e conquistador, dom Pedro I foi o pai de um velhinho simpático, de barbas brancas, cauteloso, embora dado a discretas conquistas – científicas e amorosas.

Página de grande heroísmo de nossa história foi uma retirada – a da Laguna.

O patrono do Exército que faz a guerra recebeu o honroso título de “O Pacificador”.

E por aí caminham os brasileiros, pela vida afora.

Veja você, leitor amigo, como são as coisas neste inefável país.

Você já imaginou um homem pelado entrar na igreja para, contritamente nu, assistir à missa?

Ou já imaginou você ir à praia de terno e gravata?

Ou mesmo cair na gargalhada diante de um defunto querido?

Imagine só se é possível um professor de filosofia deixar a cátedra para se tornar servente de pedreiro. Ou um torneiro mecânico ser presidente da República?

Pois, no Brasil, tudo isso pode acontecer. Aqui neste país das contradições, desmentem-se as verdades, enriquecem-se sem trabalhar, riem com a desgraça e assessores do presidente encenam gestos obscenos diante do sofrimento alheio.

E o próprio presidente, cioso de sua popularidade e não tanto cioso de suas obrigações, fantasia-se de jeca que ele é na festa junina, bate bola com o campeão no encerado do salão palaciano, sopra berrante com o boiadeiro, toca trombone com a banda e nada de braçada na piscina do milionário.

Este é o nosso país. Imenso, mas tão pequeno; alegre, mas de sofrida tristeza; rico, mas tão pobre de recursos e de espírito.

Por essas e outras é que o nosso amigo Belisário anda dizendo que o nosso país deveria chamar-se Lisarb, isto é, Brasil de trás para diante.




LIZA GONÇALVES - 6:39 AM Comente aqui:

Sábado, Agosto 04, 2007
 


Ao acordar, num momento perene me encontrei rimando. Foram só duas frases. Um instante lúdico e lúcido de paz!

Continuo com a mania de não tomar as notas destes momentos. Sem apegos, menos ainda, atropelos.

O que eram estas rimas? Não me lembro! O importante não é tê-las, melhor vivê-las.

LIZA GONÇALVES - 4:10 PM Comente aqui:

Quinta-feira, Agosto 02, 2007
 
Gosto desta forma trigonométrica. São como bases sustentáveis sendo lapidadas. No fim o sabor do mais fino teor.










LIZA GONÇALVES - 7:11 PM Comente aqui: