Brincar de Viver |
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Quarta-feira, Julho 16, 2008
Aos 104 anos... A vida é curta e vale muito mais viver as boas coisas. E como é bom ler notícias como esta acima! A vida vale mais que um troco de cem... Enquanto isto, no país encantado, as "mumunhas" e seus atores coadjuvantes continuam a dar um show de como se ter vergonha do próprio país! Será que quem canta em pleno estádio, que " sou bras.... com muito orgulho... laralaralaraaaaaaaaa!!!! será que passam por alguma lavagem celebral? Mas melhor não estressar com isto, ao menos enquanto você aí ou eu aqui não somos a próxima vítima! Também porque o tempo perdido não volta jamais, mas o que está aí nesta vitrine chamada Brasil, está longe de ser no mínimo menos vergonhoso! LIZA GONÇALVES - 12:35 PM Comente aqui: Terça-feira, Julho 08, 2008
O nome da foto é palavras perdidas. As vezes tenho a sensação de que as palavras perdem a significância diante à realidade. LIZA GONÇALVES - 8:21 PM Comente aqui: Estava em frente a estante de poesias. Como reinventar-se quando à sua frente há Cora Coralina, Cecília Meireles, Quintana? Gente tão ou quase centenária e eu pensando cá com meus botões, preciso me reinventar! Indaguei-me: mas quando foi a sua fase mais criativa? Foi? então já não mais será? Ter diálogos e monólogos consigo mesmo, tem lá o seu sabor! Antes de chegar às poesias , na rua o camelô exibia seus produtos e o fundo musical era Janis Joplin. Quel reclamou que a música era ruim, daí só retruquei que era um clássico. Me perdi em definir se era um clássico rock ou do jazz. Uma das melhores coisas da vida é saber viver o bom, o boom sei lá de todo o caos, saboreando cada delícia, cada encanto sem se perder na alienação do mundo das maravilhas. Talvez seja um quase trocadilho de alguns jargões da atualidade ou talvez seja um resquício de sabedoria. Penso que conceitos , é o que menos importa nesta transgressão da realidade. Tenho lido algumas crônicas da Martha Medeiros. Crônicas escritas num período de 1997 até 2001. Tem coisa tão atual quanto se tivesse sido escrita na semana passada. Entre Quintana e Medeiros, estava a aguardar minha condução. No ponto de ônibus uma senhora e uma criança. A criança, de nome Sabrina. Deficiente. Não sei porque, paralisei diante dos gestos daquela menina. Num repente, veio aquele refrão cantado por Cazuza: ... nunca quis ver a face de Deus, na música só as mães são felizes. A coordenação motora da face daquela menina, com os grunidos que lhe saiam da boca, me fizeram sair do mundo da poesia de Quintana. A senhora que acompanhava a criança, por certo seria sua mãe ou avõ. Já no ônibus, quando Sabrina saltou de uma poltrona a outra, onde ela poderia ver a paisagem com mais nitidez, ouvi aquela senhora dizer à outra passageira: " Ela fica numa felicidade quando vai passear!" Fiz um comparativo, do quanto de felicidade existe neste mundo, do quanto de poesia existe. É que as vezes precisamos estar aos avessos para perceber essa tal felicidade. A expressão daquela menina por certo ficará muito tempo em minha memória, assim como a nítida percepção de algumas deficiências do mundo dito normal. Sr. "R" sempre me diz pra não contrariar e fazer valer o que ele considera um direito( vou chamar de direito). Respondo que como pessoa não sou melhor nem pior que ninguém. Falo porque sinto de fato isto. Lembrando da expressão da menina Sabrina, tenho a convicção de que como seres humanos, somos todos iguais, embora vivamos nos subdividindo, nos classificando. Eita mundindo danado! Tem passagens curiosas nestas minhas idas e vindas de cá pra lá e de lá pra cá. Numa outra ocasião, estava no taxi. Andar de taxi fica mais barato que de carro, isto já deu nas estastísticas e me faz rir ao lembrar da cara do professor com cara de pão duro também! Quando vi que estava entre duas mães que falavam dos filhos e suas proezas, só perguntei, será que estou aqui por acaso? Normalmente, no mundo fahsion, as mães contam as vantagens de seus filhos hiper, super, ultra, qualquer coisa. Estas mães, falavam das suas idas e vindas aos presídios que se encontram os filhos. Uma tinha dois filhos presos. Cada um num lugar! A maneira tranquila em expressar os fatos de suas vidas trágicas, merece destaque. Quando a coisa estiver difícil por aqui, vou me lembrar destas senhoras e ter a certeza de que nem por seus problemas reais, estariam entregando os pontos. O trajeto do taxi é do cotidiano e eu lá ouvindo calada suas histórias, observando o quão diferente podem se tornar as visões de uma mãe. As vezes penso que se os homens parissem, talvez o mundo estivesse num ritmo mais fraterno. Eu acharia engraçado se visse um homem sentindo as dores do parto. LIZA GONÇALVES - 7:04 PM Comente aqui: Quarta-feira, Julho 02, 2008
Terça-feira, Julho 01, 2008
Há dias em que estamos mais sensíveis! Devo estar num destes dias. Uma das coisas que abomino é covardia. Isto não me torna imune a este tipo de atitude para ter o senso do julgamento. Sim eu tenho desconfiômetro. Tenho capacidade pra perceber quando posso estar sendo inconveniente ou não sou bem vinda! As vezes a insistência é um pouco de educação que não veio de berço, nem comprada a preço de mercado, mas foi suada ao longo dos anos. Adeus é uma palavra forte e talvez mortal, mas posso garantir que a vida é bem mais cruel que isto! Aos leitores do blog, foi um momento de desabafo! Não estou me despedindo do blog, ando me despedindo de pessoas que tratam os outros como objetos pura e simplemente. Objetos de seus egoísmos e egocentrismos. Objetos que elas supõe manipular quando e bem entendem. Pessoas que devem achar que o mundo gira em torno delas e nao elas que estão a mercê do mundo! LIZA GONÇALVES - 9:36 PM Comente aqui: |